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Uma proporção importante dos transtornos alérgicos são provocados pelos grãos de pólen que os milhares de plantas que nos rodeiam lançam para o ar que respiramos.

De pequenas dimensões, os pólens são libertados pelas plantas produtoras e podem ser transportados pelo ar até chegar a percorrer distâncias consideráveis. Quando a concentração de pólen no ar atinge determinados níveis, as pessoas alérgicas aos mesmos, ao entrarem em contacto com eles, desenvolvem transtornos alérgicos.

Durante o período de polinização, as concentrações de pólen aumentam com os dias secos e com sol e diminuem com a chuva e o frio. As maiores concentrações podem detectar-se durante as manhãs e ao entardecer.

Diversos estudos epidemiológicos demonstraram o dobro da prevalência de polinose no meio urbano do que no meio rural, apesar de neste último as concentrações de pólens serem mais elevadas. Isto deve-se a que nas cidades os edifícios fazem um efeito barreira ao impedir a penetração e o calor produzido pelo cimento e asfalto produzem correntes ascendentes de ar que arrastam os pólens para zonas mais elevadas da atmosfera. Mas as turbulências criadas pelo tráfego e/ou vento através das ruas podem aumentar a exposição aos grãos de pólen.

A prevalência da polinose duplicou nas últimas duas décadas na maioria dos países europeus. Os pólens são responsáveis por 40% das rinoconjuntivites e 27% dos casos de asma.

Este aumento da prevalência da polinose é atribuído, por muitos autores, ao aumento das partículas de combustão diesel na atmosfera.

Graças à existência dos captadores de pólen no ar distribuídos por toda a geografia do nosso país, foi possível criar os denominados "calendários polínicos", que oferecem uma informação pontual sobre quando aparecem, quanto tempo estão presentes, quando alcançam os valores máximos, quando começam a diminuir as concentrações, quando desaparecem,...

Demonstrou-se que as contagens de pólens e a anotação dos sintomas em cadernetas por parte dos pacientes permitem estabelecer relações entre as alterações das concentrações de pólens e o surgimento dos sintomas.

Tipologia de pólens:

  Artemisia
  Familia    Compositae
  Tamanho      20 µm
  Nš aberturas      3
  Tipo aberturas      Compuestas - Colpo-poros
  Superficie      Equinulada
   Floração      Verão - Outono (Setembro)


  Olea
  Familia    Oleaceae
  Tamanho      15 - 25 µm
  Nš aberturas      3
  Tipo aberturas      Compuestas - Colpo-Poro
  Superficie      Reticulada
  Floração      Primavera (Junho)


  Betula
  Familia    Betulaceae
  Tamanho      20 - 25 µm
  Nš aberturas      3
  Tipo aberturas      Simples - Poros
  Superficie      Finamente granulada
  Floração      Primavera


  Parietaria
  Familia    Urticaceae
  Tamanho      15 - 20 µm
  Nš aberturas      3
  Tipo aberturas      Simples - Poros
  Superficie      Microdebruada
  Floração      Pref. Primavera (Abril)


  Cupressus
  Familia    Cupressaceae
  Tamanho      20-35 µm
  Nš aberturas      Inaperturado
  Tipo aberturas      -
  Superficie      Irregularmente granulada
  Floração      Inverno (Janeiro)


  Chenopodium
  Familia    Chaenopodiaceae
  Tamanho      20-30 µm
  Nš aberturas      40-70
  Tipo aberturas      Simples - Poros
  Superficie      Debruada
  Floração      Primavera - Verão (Agosto)



  Plantago
  Familia    Plantaginaceae
  Tamanho      25-30 µm
  Nš aberturas      6-12
  Tipo aberturas      Simples - Poros
  Superficie      Finamente granulada
  Floração      Primavera - Verão


  Gramíneas
  Familia    Poaceae
  Tamanho      20-100 µm
  Nš aberturas      1
  Tipo aberturas      Simple - Poro
  Superficie      Finamente granulada
  Floração      Primavera - Verão


  Platanus
  Familia    Platanaceae
  Tamanho      15-20 µm
  Nš aberturas      3
  Tipo aberturas      Simples - Colpos
  Superficie      Finamente reticulada
  Floração      Primavera

 

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